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Você acredita que os movimentos sociais, de modo geral, podem contribuir para a inclusão social?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estagiária é obrigada  a alisar o cabelo para permanecer em emprego em uma escola particular de São Paulo

 O caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19 anos, que acusa a direção do Colégio Internacional Anhembi-Morumbi, do Brooklin, zona sul de S. Paulo, de obrigá-la a alisar o cabelo para se enquadrar aos padrões de boa aparência da escola, será o tema da manifestação convocada pela Uneafro-Brasil - União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora -, entidade que reúne militantes da causa negra, da luta anti–racista, da causa das mulheres, da diversidade sexual e do combate a outros tipos de discriminação e preconceito.

A estagiária disse que foi repreendida por uma diretora por causa do cabelo e pela forma como se vestia. “Como você pode representar o nosso colégio com esse seu cabelo crespo. O padrão aqui é cabelo liso e eu tenho que zelar pela boa aparência", teria dito a diretora.

De acordo com a estagiária, a diretora também teria anunciado que estava estava encomendando camisetas para encobrir os seus quadris "porque para onde os pais iam olhar". Ela disse que a única resposta que deu foi: "Eu não posso ser branca nem ter o cabelo liso”.

Queixa na Polícia

Depois de registrar queixa na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos da Intolerância, no último dia 24 de novembro, contou que foi isolada pelos colegas e transferida de função. Ao invés de atender ao público passou a trabalhar nos arquivos da escola.

Segundo a conselheira da escola, Mercedes Vieira, o Colégio Anhembi-Morumbi não tem preconceito e atribuiu o caso "a um ruído na comunicação". “A regra é prender o cabelo e usar o uniforme. Ela não entendeu direito", afirmou.

O advogado Clayton Borges, foi constituído pela estagiária para acompanhar o caso na esfera civil e criminal.



 Manifestação

Segundo o membro do Conselho Geral da Uneafro-Brasil, Douglas Belchior, o objetivo da entidade “é construir condições de diálogo com o objetivo de alcançar ações reparatórias dirigidas à vítima do racismo, bem como a efetivação de ações pedagógicas no campo do combate ao racismo no campo da Lei 10.639, dirigida à Escola”.

Belchior disse que, apesar da Escola já ter se manifestado a respeito, assumindo compromissos com a prática da diversidade “é fundamental o diálogo com Movimentos Sociais que historicamente lutam por Justiça e cidadania para a população negra”.

“É nossa imensa intensão não deixar que este caso caia no esquecimento ou seja jogado na vala comum como apenas mais uma violência sem maiores conseqüências. Não entendemos tal acontecimento como caso isolado, mas sim, como parte de uma prática extremamente desumana e que deve ser combatida”, afirmou.

A manifestação está marcada para acontecer as 14h, em frente ao Colégio, na Rua Michigan, 962, no Itaim Bibi (Travessa da Avenida Santo Amaro).

Veja reportagem do Jornal Nacional da TV Globo, edição de 07/12/2011



http://youtu.be/MNhlkpNlZI4
Crianças da rede pública de ensino em São Paulo receberam material de cunho claramente racista

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o governo estadual a pagar R$ 54 mil em indenização por ato de racismo. De acordo com a ação por danos morais, movida pela advogada Maria da Penha Guimarães, uma unidade de ensino distribuiu material pedagógico com conteúdo discriminatório.
Segundo os autos, a professora, “a pretexto de desenvolver a criatividade de seus alunos da 2ª série do ensino fundamental”, distribuiu o seguinte material (fls 14/17):

"Redação 8
Uma família diferente
A família lá no céu
Era uma vez uma família que existia lá no céu.
O pai era o sol, a mãe era a lua e os filhinhos eram as estrelas. Os avós eram os cometas e o irmão mais velho era o planeta terra.
Um dia apareceu um demônio que era o buraco negro.
O sol e as estrelinhas pegaram o buraco negro e bateram, bateram nele.
O buraco negro foi embora e a família viveu feliz.
"Criação de texto
Assim como André, invente uma família diferente.
Conte:
a) quais são os membros dessa família;
b) onde ela vive;
c) como ela vive.
1. Desenhe a família diferente que você inventou.
2. Escreva um texto dizendo como é a família diferente. Invente um título." (fl. 17).
"UMA FAMÍLIA COLORIDA
Era uma vez uma família colorida. A mãe era a vermelha, o pai era o azul e os filhinhos eram o rosa.
Havia um homem mau que era o preto.
Um dia, o preto decidiu ir lá na casa colorida.
Quando chegou lá, ele tentou roubar os rosinhas, mas aí apareceu o poderoso azul e chamou a família inteira para ajudar a bater no preto.
O preto disse:
- Não me batam, eu juro que nunca mais vou me atrever a colocar os pés aqui. Eu juro.
E assim o azul soltou o preto e a família viveu feliz para sempre."

http://saraiva13.blogspot.com/2011/10/justica-condena-governo-do-psdb-pagar-r.html



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Principais conceitos abordados no Módulo 3 – Políticas Públicas e Raça, foram:
Unidade 1 – A construção histórica da ideia de raça
Unidade 2 – O percurso do conceito de raça no campo de relações raciais no Brasil
Unidade 3 – Desigualdades raciais e realização socioeconômica: uma análise das mudanças recentes
Unidade 4 - Movimento Negro e Movimento de Mulheres Negras: uma Agenda conta o Racismo
Leia os principais conceitos estudados no Módulo 3 em: Módulos-Conceitos.