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Você acredita que os movimentos sociais, de modo geral, podem contribuir para a inclusão social?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Diretrizes para a Participação das Mulheres nos Espaços de Poder e Decisão do II PNPM

O II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) resulta das ações aprovadas na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em Brasília, em agosto de 2007.
Esse processo foi promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), em parceria com órgãos da administração pública federal e com gestores de políticas para as mulheres, e envolveu quase 200 mil mulheres em conferências municipais e estaduais realizadas em todas as unidades da federação.

O Plano está dividido em 11 eixos temáticos e indica as 388 ações a serem implementadas – assim como seus prazos e os órgãos responsáveis - para reduzir a desigualdade entre mulheres e homens no país.

Entrevista destaca aspectos da vida privada da presidenta e recebe críticas de ativistas do movimento de mulheres

(O Estado de S. Paulo/Fantástico) Entrevista exclusiva de Dilma Rousseff concedida ao programa Fantástico, da TV Globo, destacou, além de questões políticas como o combate à corrupção e a criação de um novo imposto para o financiamento da Saúde, diversos aspectos da vida privada da presidenta. Veja a seguir alguns trechos destacados pelas reportagens dos jornais Estadão e O Globo e as críticas de ativistas do movimento de mulheres:


A presidente (...) rejeitou o termo faxina para as ações contra desvio de dinheiro público. "Faxina você faz às 6h da manhã, e, às 8h, ela acabou. A atividade de controle do gasto público, na atividade presidencial, jamais se encerra", comparou.

"À pergunta sobre a fama de durona, disse que dá 'bronca meiga' e que, se o presidente fosse homem, não seria chamado de 'durão'. 'Tenho que achar que vai sair um pouco mais perfeito e que a gente vai conseguir. Se eu não fizer isso, eu não dou o exemplo e as coisas não saem.'
"Embora tenha chamado o cabeleireiro Celso Kamura para fazer o penteado e a maquiagem que exibiria no programa, Dilma contou que, no dia a dia, cuida sozinha do próprio visual. Disse estar bem de saúde e revelou que, depois de curada do câncer, faz revisões médicas a cada seis meses. 'A questão do câncer é resolvida quando se consegue detectar cedo', comentou."

"Dilma levou a equipe do programa para um tour pelo Alvorada e disse que seu ambiente favorito é a biblioteca. Tanto no Alvorada quanto no Planalto, porta-retratos com a mesma foto: o neto Gabriel usando uma camiseta com a inscrição 'Sou da vovó'."


"Sobre a vida no Palácio da Alvorada, Dilma contou usar apenas a parte de cima, onde, brincou, é preciso 'andar um quilômetro' para fazer um café à noite."

Nota de apoio à Presidenta Dilma Rousseff e de repúdio à entrevista da TV Globo
As participantes do Seminário "A Democratizaçao da Gestão Pública e Projeto Feminista - mais políticas, mais recursos", realizado de 11 a 13 de Setembro, em Brasília, pela Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) divulgaram nota pública com críticas ao jornalismo da Rede Globo em razão da maior parte das perguntas dirigidas pela jornalista Patrícia Poeta à presidenta em entrevista veiculada no programa Fantástico, no domingo (11). A seguir, trechos da nota:

"A presidenta Dilma, mulher com atuação política de longa data, se viu obrigada a responder perguntas medíocres e cretinas sobre sua aparência, hábitos pessoais….enfim, amenidades. (...) Seja como for, por incapacidade ou preconceito, o Fantástico foi indelicado, desrespeitoso e ofensivo à inteligência e capacidade da mulher, que, pela força do voto da maioria da população brasileira, ocupa o hoje o lugar de presidente." 


Fonte:

Acesso em 30 de set. de 2011


Dilma fala na ONU sobre participação política das mulheres


(Folha de S.Paulo/G1/O Globo) A presidenta Dilma Rousseff destacou, durante discurso em Nova York, que tem se empenhado para "aumentar a participação feminina nas instâncias decisórias". Ela participou do Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres, promovido pela ONU .

"Dez ministérios do meu governo são comandados por mulheres. Em especial, quero enfatizar que o núcleo central do meu governo é constituído por mulheres ministras", disse Dilma reafirmando sua ação em aumentar o número de mulheres em espaços de poder e decisão.

A presidenta, no entanto, ressalvou que ainda há muito a ser feito. "Fui eleita a primeira mulher presidente do Brasil 121 anos depois da proclamação da República e 68 anos depois da conquista do voto feminino. Somos 58% dos eleitores, mas apenas 10% do Congresso Nacional", afirmou.


Segundo a presidenta. a questão de gênero está "longe de ser um tema acessório", mas uma "prioridade na agenda internacional". "São as mulheres as que mais sofrem com a pobreza, o analfabetismo, as falhas dos sistemas de saúde, os conflitos e a violência sexual. A crise econômica e as respostas equivocadas a ela podem agravar esse cenário."

Ao lado da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e da diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, Dilma repetiu o teor de sua declaração feita no programa de rádio "Café com a Presidenta" em que comentou o discurso que realizará na abertura da Assembleia Geral da ONU. "Depois de amanhã, serei a primeira mulher nos debates da Assembleia Geral das Nações Unidas. Gostaria de compartilhar esta honra com todas as mulheres que estão aqui presentes, em especial com a secretária Michelle Bachelet, primeira mulher na América do Sul a ser eleita presidente do seu país". Dilma ainda elogiou a criação da ONU Mulheres.
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Sentadas lado a lado, a secretário de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, elogiou a presidenta Dilma Rousseff, dizendo que a brasileira é uma mulher que ela "admira" muito.

A presidenta disse que "as mulheres são especialmente interessadas na construção de um mundo mais pacífico e seguro". "Quem gera a vida não aceita a violência como forma de solução de conflitos", disse Dilma.





quinta-feira, 29 de setembro de 2011

3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES ACONTECE EM COLATINA

Vai acontecer na próxima quinta-feira, 25, das 8 às 18 horas, na Câmara Municipal de Colatina, a “3ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres”. Na ocasião, gestores públicos, representantes da sociedade civil e membros da comunidade terão a oportunidade de debater sobre avanços, ameaças e perspectivas para o fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, contribuindo para erradicação da extrema pobreza e para o exercício pleno a cidadania das mulheres.


Haverá também palestra com o tema “Equilíbrio + Igualdade = Fortalecimento Político das Mulheres”, ministrada pela conselheira Estadual do CONDDIM (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Colatina), advogada e assistente social Naides Silvas Nascimento, além de eleição dos delegados. O evento é uma realização da Prefeitura de Colatina, por meio do Conselho Municipal e da Secretaria de Assistência Social.

PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE DIREITOS LGBT

Fonte: http://www.colatina.es.gov.br/noticias/mostrar_noticia.php?area=assis&materia=3466. Acesso em 29 de set. de 2011.

Colatina : Parada Gay reúne mais de 3 mil

20/08/2007: Nilo Tardin 



Mudanças na lei. Edson de Oliveira e o companheiro, Gilmar Aguiar Barbosa, defendem a liberação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adoção de crianças 

A Parada Gay de Colatina invadiu ontem a Praça do Sol Poente quando cerca de 3,5 mil pessoas participaram do 3º Manifesto GLTB (Gays, Lésbicas, Travestis e Bissexuais) na defesa dos direitos humanos e no combate a violência e discriminação contra os homossexuais.

Colatina livre da Homofobia foi a questão que predominou no discurso dos participantes do evento mais colorido do Norte do Espírito Santo. Sem máscaras, os manifestantes comemoraram a aprovação da lei que criminaliza a homofobia no âmbito do município. Mais politizada do que nos anos anteriores, a parada gay colatinense já é considerada uma das maiores do Brasil e os resultados começaram a aparecer. Um dos criadores do movimento, Vanily Borghi, presidente do GOLD (Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade) de Colatina, percebe que no dia-a-dia as coisas mudaram um pouco. 

"Sinto que as pessoas aprendem a conviver e respeitar nosso jeito de ser", destacou. O fanatismo de grupos religiosos foi criticado pelos manifestantes. 

O aparecimento de casais gays em público foi marcante na manifestação realizada na Avenida Delta. Morando juntos há seis meses, o motoboy Edson de Oliveira, 24 anos e auxiliar administrativo Gilmar Aguiar Barbosa, 22 anos saíram de Vila Velha prestigiar a festa. 

"A sociedade precisa de mente aberta para entender as diferenças. Um movimento forte como esse contribui para que a legislação avance no sentido da união entre pessoas do mesmo sexo e na adoção de crianças", disseram. 

O autor da lei que torna homofobia crime, o vereador Genivaldo Lievore diz que o município saiu na frente ao tratar com consideração a preferência sexual das pessoas. A Câmara dos Vereadores também instituiu o 17 de maio como o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia.

A opinião de cada um 

Espaço privilegiado
Tadeu Marino - Secretário de Saúde de Colatina

"É uma situação oportuna para discutir temas de saúde pública, entre os quais sexo seguro. É um espaço privilegiado para expressar opiniões e esclarecer dúvidas. Está inserido no nosso plano de metas do DST/Aids. Trata-se de um avanço na luta de inclusão social e na tolerância com a identidade e orientação sexual de cada um". 

Pela igualdade
Moa - Presidente da Câmara Municipal de Nova Venécia

"Considero o Manifesto GLTB de Colatina um passo fundamental na conquista de direitos e oportunidades cada vez maiores. Temos que deixar para trás uma época de violência e assassinatos de homossexuais. São movimentos que consolidam a cláusula maior da Constituição Federal, quando diz que somos todos iguais perante a lei".

Ela é capixaba
Cetro e coroa. A capixaba Ianka Ashylen venceu ontem o concurso Miss Brasil Gay, em Juiz de Fora, Minas Gerais. JORNAL A GAZETA

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Educação e movimentos sociais

Os Movimentos Sociais Populares emergiram no contexto social e político brasileiro com uma fantástica capacidade criativa, organizativa e mobilizadora, principalmente na década de 80, sendo responsáveis por expressivas conquistas que garantem melhorias na qualidade de vida de amplos setores sociais, afirmação de direitos e exercício da cidadania para um número cada vez maior de agrupamentos humanos, construção de identidades coletivas e auto-estima pessoal e social de setores e grupos historicamente discriminados ou oprimidos, intervenção nas políticas públicas, modificando ou inibindo as seculares práticas assistencialistas e clientelistas, contribuindo assim para mudanças em nível do poder local e da política tradicional. Tais conquistas são permeadas por processos educativos, tanto dos participantes diretos de tais movimentos, quanto das pessoas e grupos atingidos por sua ação e da sociedade envolvente.

Portanto, estamos considerando movimentos sociais os agrupamentos de pessoas, geralmente das classes populares ou de grupos minoritários (no sentido de destituídos de poder) e discriminados, que agem coletivamente, com algum método, realizam parcerias e alianças, abrem diálogos e negociações com interlocutores, como processos articulados para conquistas de direitos e exercício da cidadania. Os movimentos sociais multiplicaram-se no Brasil durante a década de 80 e, principalmente, nos anos 90, percebendo-se, no país, progressiva ampliação e diversificação de organizações populares, com diversos modelos organizativos, formas de mobilização, bandeiras de luta, relações com mediadores e interlocutores, processos de formação das lideranças populares. Neste período se consolidam muitos grupos e entidades locais, mas também expressões locais de movimentos nacionais, principalmente aqueles que lutam mais diretamente em torno de questões centrais da sobrevivência das pessoas, como: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); o Associativismo Comunitário nas suas mais diversas formas de expressão; diversos movimentos de luta por moradia popular e de defesa dos favelados; movimentos com forte caráter identitário, como os de mulheres, de negros, de portadores de deficiência, de homossexuais; Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); vários movimentos de defesa e de organização de crianças e adolescentes.